Terceirização é um dos assuntos em pauta atualmente no Brasil. Se rir não tira o sofrimento, ao menos pode ajudar na distração da dor e colaborar para o bom humor na luta. Pausa para o riso, então. Riamos...
Ao fim do milênio vamos fixar os olhos mais para lá da infâmia para adivinhar outro mundo possível.
O ar vai estar limpo de todo veneno que não venha dos medos humanos e das paixões humanas.
As pessoas não serão dirigidas pelo automóvel, nem serão programadas pelo computador, nem serão compradas pelo supermercado, nem serão assistidas pela televisão.
A televisão deixará de ser o membro mais importante da família.
As pessoas trabalharão para viver em lugar de viver para trabalhar.
Se incorporará aos Códigos Penais o delito de estupidez que cometem os que vivem por ter ou ganhar ao invés de viver por viver somente, como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca.
Em nenhum país serão presos os rapazes que se neguem a cumprir serviço militar, mas sim os que queiram cumprir.
Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida à quantidade de coisas.
Os cozinheiros não pensarão que as lagostas gostam de ser fervidas vivas.
Os historiadores não acreditarão que os países adoram ser invadidos.
O mundo já não estará em guerra contra os pobres, mas sim contra a pobreza.
E a indústria militar não terá outro remédio senão declarar-se quebrada.
A comida não será uma mercadoria nem a comunicação um negócio, porque a comida e a comunicação são direitos humanos.
Ninguém morrerá de fome, porque ninguém morrerá de indigestão.
As crianças de rua não serão tratadas como se fossem lixo, porque não haverá crianças de rua.
As crianças ricas não serão tratadas como se fossem dinheiro, porque não haverá crianças ricas.
A educação não será um privilégio de quem possa pagá-la e a polícia não será a maldição de quem não possa comprá-la.
A justiça e a liberdade, irmãs siamesas, condenadas a viver separadas, voltarão a juntar-se, voltarão a juntar-se bem de perto, costas com costas.
Na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão um exemplo de saúde mental, porque elas se negaram a esquecer nos tempos de amnésia obrigatória.
A perfeição seguirá sendo o privilégio tedioso dos deuses, mas neste mundo, neste mundo avacalhado e maldito, cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como se fosse o primeiro.”
[À memória viva de: Helenira Rezende (1944-1972?) "desaparecida" durante a ditadura militar brasileira; Amarildo Dias de Souza (1965/66-2013?) "desaparecido" após ser levado por policiais militares da porta de sua casa; Carlos Margihella (1911-1969) assassinado pelos órgãos da ditadura brasileira; Claudia Silva Ferreira (1974-2014) arrastada por um camburão e assassinada por policiais militares; Carlos Lamarca (1937-1971) assassinado pelos órgãos da ditadura brasileira; Douglas Rafael da Silva Pereira (1989-2014) assassinado por policial militar; Vladimir Herzog (1937-1975) assassinado pelos órgãos da ditadura brasileira; Eduardo de Jesus (2005-2015) assassinado por policiais militares no Complexo do Alemão (RJ) e à memória viva de tantos outros "desaparecidos" e assassinados pela ditadura e pela democratura brasileira.]
Estamos vivendo um momento especial em nosso país. Talvez muitas pessoas ainda não tenham se dado conta desse fato. Mesmo quando se sentem sufocadas e pressionadas no meio de uma dicotomia reducionista na esfera política, acham que isso que está acontecendo pode ser "normal". Não, não é. Estamos (con)vivendo diariamente num clima de "guerra fria". Amigos e famílias têm, por exemplo, excluído membros do seu rol, tanto em instituições da vida real quanto no ciberespaço. Pessoas têm sido descartadas de vagas de emprego por concordarem ou discordarem do que pensam os empregadores e por aí vai...Pra muita gente parece que não, mas isto é um caso sério. Nossa sociedade está tendo a oportunidade de enxergar-se tacanha e corrigir-se, de entrar de vez numa guerra (isto é trágico) ou de voltar a ser morna e dissimulada (isto é triste).
As divisões entre as classe sociais já existiam, isto não é novo, nem mentira. O que é novo e mentira é que estamos necessariamente associados a um entre dois "times", apenas. O que é novo, é que estamos tendo uma oportunidade real de mudar o rumo da nossa história. O que é novo é que o próprio governo, apesar de suas tantas fragilidades e erros está investindo na revelação de várias corrupções que evolvem quase todos os partidos políticos e não está colocando obstáculos para atrapalhar as investigações. Isto é novo. O que é mentira é que temos que nos odiar e entrar em guerra civil para que nosso país amadureça ainda mais e continue sua história em novo rumo.
Embora tenhamos aqui bastante pano para manga, vou encurtar o meu blá blá blá e deixarei dois vídeos legais que dizem respeito a esta experiência pela qual estamos passando no país. Se você leu tudo o que escrevi até aqui, esta foi a parte chata, não desista agora.
Abaixo está o primeiro vídeo, que é mais informal e engraçadinho. Ele trata sobre os motivos (irracionais) que levam indivíduos a unirem-se a grupos extremistas com comportamentos estereotipados na arena política.
O segundo vídeo é um bom exemplo da forma como uma emissora de televisão poderosa procura manipular dados e induzir as pessoas a manterem essa visão simplista e tendenciosa sobre um assunto tão complexo, no caso, a corrupção. O entrevistado, Vitor Amorim de Angelo, não caiu nas armadilhas do entrevistador. Acho que nosso cientista político e historiador não será mais convidado a participar de entrevistas nesta emissora. Afinal, sinceridade é muito cara e a Rede Globo está falida... ;)
Tô perdendo "azamiga" por causa de Política, mas verdade seja dita...
Raciocinem coleguinhas. Raciocinem...
Ao final do protesto deste domingo (15), com a grande quantidade de pessoas nas estações, o Metrô tomou uma medida inusitada e liberou as catracas para que os manifestantes pudessem acessar os trens sem pagar bilhete. Trata-se da primeira vez que a companhia opta por liberar o acesso em uma manifestação, em protestos realizados pelo Movimento Passe Livre, por exemplo, a atitude foi fechar estações e atacar ativistas