sábado, 12 de janeiro de 2008

Victor Sunaga

Victor, o nosso filhão, a alegria maior de nossas vidas, o tesouro precioso que temos em mãos, completou 5 aninhos no último dia 10. Neste dia 13, domingo, estaremos cantando parabéns para ele. A comemoração vai ser aqui mesmo, em nosso apertamento. Vai ter bolo de chocolate e bexiga :)
O poema abaixo é dedicado a ele, que é, além de tudo o que eu já falei, também A MÚSICA DA MINHA VIDA! (Bem dedicado não é exatamente a palavra, pq não sou o autor do poema, mas eu coloco aqui para homenageá-lo. É o que eu gostaria de dizer...)

Poema enjoadinho

Filhos…Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete…
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los…
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

Vinicius de Moraes

sábado, 5 de janeiro de 2008

Ano Novo No Japão

Aqui, como já disse, não é feriado nacional o dia 25 de dezembro. Ao contrário, tudo funciona no país como um dia qualquer.Mas tivemos um feriado no dia 24 de dezembro, não por causa do menino Jesus, nem por causa do Papai Noel, mas por causa do aniversário do Imperador Akihito.

O aniversário do japonês que vale um feriado nacional é dia 23 de dezembro e desta vez caiu num domingo. O feriado no japão, quando cai num domingo, é realizado na segunda seguinte.E se estou escrevendo isto, sobre o 25 de dezembro, pela terceira vez (!), é porque é um fato realmente chocante para mim, ocidental acostumadíssima ao feriado do dia 25 de dezembro. Afinal, depois de trinta (!!!) natais à moda ocidental é no mínimo um choque cultural o primeiro 25 de dezembro no oriente, concordam?

Ok, já passou a época de falar sobre Natal e sobre o aniversário do Imperador...Vamos agora ao que interessa no momento, as comemorações da passagem de ano pelos japoneses. Atendendo a pedidos e para deixar registrada minhas impressões desta data importantíssima por aqui segue abaixo mais um (enorme) texto do que meus olhos viram na terra do sol nascente...

O primeiro de janeiro (Oshogatsu) deste lado do mundo não é recebido com estardalhantes queimas de fogos, nem com pessoas vestidas de pai de santo ou fantasiadas de agentes de saúde...

Em silêncio, para respeitar os vizinhos (sim, esta é uma cultura que se importa em não atrapalhar a paz do outro), o ano novo não deixa de ser super comemorado pelos japoneses. E é notório que este é o feriado mais importante do país, cheio de símbolos religiosos e estendido por dias, o país pára para agradecer pelo calendário findo e fazer preces pelo ano novo.

No Oshougatsu, empresas, órgãos públicos, bancos e escolas suspendem suas atividades do dia 1 ao 3 de janeiro. Segundo a tradição japonesa, não se deve trabalhar nestes dias porque pode-se espantar o deus da Felicidade. (De minha parte, prefiro a paz com todos os deuses, hehehe) A maioria das empresas estende essas “férias” por uma semana. O Alex, por exemplo e o Victor só voltam à velha rotina no dia 7, segunda -feira próxima.

Este período é reservado para o descanso e recepção do novo ano, que é repleta de rituais. Por isto as nipo-donas de casa não cozinham por estes dias (Ai, que chato!Resolvi aderir a cultura...) Chato sim, porque a mulherada se escabela para preparar o banquete de 3 dias de festas antes que as comemorações comecem. As modernosas (eu estou nessa!) apelam para os restaurantes que ficaram todos cheios por estes dias!

A série de rituais nipônicos para as comemoracões da virada do ano têm início muitos dias antes de 31 de dezembro!

Os rituais de preparação para receber o ano novo começam com a limpeza meticulosa da casa. Tudo deve estar bem limpo e organizado para o ano que chega. Isto acontece também nas empresas em geral, escolas etc. As crianças aprendem já no jardim de infância, a praticar este ritual religioso. Cada pequeno aprendiz deve fazer a limpeza da sua gavetinha ou do seu armarinho na escola, por exemplo. Isto é não apenas para higienizar o ambiente. Simboliza, aqui, a purificação do ambiete e da alma (afasta os maus espíritos).

Feita a purificação, é hora de atrair os bons espíritos. Para isto, os japoneses ornamentam as entradas das casas, comércios e demais estabelecimentos com arranjos feitos com bambu e ramos de pinho. Este arranjo é conhecido como Kodomatsu.

Na noite da virada, milhares de japoneses vão aos templos para saudar o ano novo e para fazer suas orações. Pedem por saúde e felicidade. Essa primeira visita ao templo é chamada de hatsumoude.Os sinos dos templos são tocados 108 vezes para lembrar aos budistas dos 108 pecados do homem. A última badalada é tocada extamente no momento da virada do ano.


Quem não foi ao templo ouvir as 108 badaladas dos sinos na virada do ano, tem até o dia 3 de janeiro para fazer hatsumoude. No templo existe todo um ritual a ser feito, bem interessante. As pessoas formam uma fila para chacoalhar o sino e em seguida, jogam uma moeda como oferenda para os deuses e fazem a sua prece. Depois disso, batem uma palma (vi gente batendo duas...) reclinam a cabeça e saem.

Muitos jovens, e alguns nem tão jovens assim, passam a virada em montanhas ou na praia para ver o primeiro nascer do sol, esta prática chama-se hatsuhinode. Fazem isto para receber, dos deuses, alegria e prosperidade para o ano todo.

Geralmente no primeiro dia do ano os japoneses visitam os parentes e levam presentes de ano novo. Em geral os presentes são alimentos e bebidas, mas têm também outras opções. As lojas vendem kits especiais nesta época. Os presentes são para demonstrar gratidão às pessoas. Além de parentes, os nihonjin também costumam presentear superiores em geral e pessoas com as quais convivem no dia-a dia.

Escrevi muito, não é mesmo? Mas o que eu escrevi não é tudo, creiam! Tem detalhes da culinária tradicinal e outros costumes de ano novo, que eu nem mencionei, porque este post está longo demais! Deixo esta pendência para a próxima virada de ano aqui...

Agora que o ano novo já teve início a frase a ser dita é: Akemashite Omedetou Gozaimasu! (Parabéns pela passagem de ano!) Diferente, né?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

No tal capital.

Sei que o 25 de dezembro já passou aí no Brasil. (Aqui também, acreditem!) Mas os jingles de natal ainda estão tocando pelo comércio e os enfeites natalinos também ficam expostos até a primeira ou segunda semana de janeiro, que eu saiba. Então, ainda em rítmo de Natal, acho que é cabível mencionar algo mais sobre este tema...

Já escrevi, eu mesma, sobre como é o Natal aqui no Japão. Mas escrevi sobre minha perspectiva. No blog do Darcy li algo diferente do que escrevi, mais abrangente. Achei boa informação sobre como é vivido/visto este dia pelos japoneses, em geral. Uma curiosidade cultural, aos amigos que estão aí do outro lado do mundo...

Para ler o post dele, pode clicar AQUI.

No mais, o que consigo acrescentar é:

JESUS NASCEU! FELIZ NATAL! BEBA COCA COLA!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Sobre o Post: Absurdos do Cotidiano ETC

O Henderson, que está aí do Brasil, enviou pra mim um link com um pequeno texto que o Dimentein escreveu sobre o mesmo assunto que escrevi no dia 11 de dezembro. Não penso diferente do jornalista, apenas destacamos pontos diferentes sobre o mesmo assunto. Aliás, gosto de ler o Dimenstein. E a partir desta contribução do Henderson, me deu até vontade de voltar a ler o jornalista.

Arigatoo, Mr. henderson! :*

Ah, outra coisa! Tem alguns amigos, colegas, cidadãos enfim, que comentam sobre o blog em meu depoimento no orkut. Podem postar aqui em "comentários" sem medo de ser feliz. :)Acreditem, nada do que for escrito aqui vai ser usado contra vocês no tribunal. Não por mim, podem apostar!

De qualquer maneira, agradeço a todos os que carinhosamente têm vindo aqui me visitar e têm -ou não- deixado algum sinalzinho de vida e de visita. Arigatoo a todos! :)

domingo, 23 de dezembro de 2007

Isto não é sério.

Como o próprio título diz, isto não é sério. Nada sério. Portanto se você continuar lendo este post banal até a última linha, não aceito reclamações. Está bem avisado que este é um post absolutamente irrelevante.

Hoje, ao ler uma notícia num jornal brasileiro, pensei nas muitas vezes em que ouvi rapazes se perguntando, ou me perguntando, enfim, tendo uma dúvida que lhes parecia cruel:
-"O que as mulheres tanto fazem no banheiro?"

Há anos percebo que os mocinhos ficam muito curiosos a este respeito. Quando notam as mocinhas indo ao banheiro sempre que chegam à uma festa, restaurante e outros lugares começam inclusive as elucubrações, entre eles, sobre as -supostas -reuniões das luluzinhas nas pipi'houses. E estas visitinhas ao toilet se repetem, geralmente, mais vezes do que eles esperam. (E , falando nisso, como esperam!)

Oras, respondo já e de uma vez por todas. Há muito o que se fazer em um banheiro...Inclusive, nos dos aviões. Confiram abaixo dois curiosos exemplos:

Mulher dá à luz no banheiro de avião francês durante vôo http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u91099.shtml

Mulher com flatulência obriga avião a fazer pouso forçado nos EUA http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u102562.shtml

Ah, e quem não se lembra daquele caso em que uma mulher ficou presa ao vaso sanitário do avião? A madame ficou presa graças ao vácuo que deveria fazer a sucção de toda a sujeira (apenas) que caísse ali. Pobre mulher! Quantos se lembram dela ( ou de seu caso bizarro) pelo mundo? Certamente se lhe fosse dada uma segunda chance ela preferiria morrer desconhecida...Enfim, teve seu momento de fama...

Então retomo a pergunta visceral dos mocinhos ingênuos:
-"O que tanto as mulheres fazem no banheiro?"
Não, tolinhos! Mulheres não vão ao banheiro apenas para retocar a maquiagem ou para fazer reuniõezinhas a respeito de mocinhos. Há muito mais humanidade nas mademoiselles que os coraçõezinhos platônicos possam desejar.

Era isto. Um "momento bobagem" meu. Leu até aqui? Eu avisei...

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Curiosidade: Você sabia que aqui no Japão, geralmente o vaso sanitário e o chuveiro/ofurô ficam em cômodos separados?

sábado, 22 de dezembro de 2007

Tudo passa. Estamos bem.

Talvez alguns amigos ainda não saibam, mas o Alex está de repouso em casa por estes dias. Teve febre de 39 graus na noite de segunda para terça e muita dor ao respirar. Fomos ao médico logo pela manhã e, depois de alguns exames veio o dianóstico: pneumonia. Foi um susto muito grande. Uma correria. E por um dia inteiro, desespero ( de minha parte) e sofrimento (da parte do Alex). O primeiro médico achou que deverímos interná-lo e encaminhou-o a um hospital universitário, numa outra cidade. Depois de mais exames no hospital sugerido pelo médico da clínica que fomos pela manhã, a médica responsável confirmou o diagnóstico. Porém, liberou o Alex para repousar em casa. Serão, ao todo, sete dias de repouso em casa, medicação e alguns cuidados especiais.Na próxima quarta feira retornaremos ao hospital e saberemos o resultado do tratamento e o que mais deverá ser feito, ou não. Agora está tudo caminhando muito bem.
O Vic também está gripado, com a gargantinha irritada, mas sem febre. Levei o pequeno ao médico, um dia depois de acomodar bem o Alex em casa. Fiquei preocupada que tivesse mais um moribundo em casa. Mas não é o caso, Vic está apenas gripado. Aliás está cheio de energia, apesar da gripe. Está sendo medicado e, diferente do pai, pode seguir com suas atividades normalmente.
Agora, passado o susto, as dores fortes do Alex e sua febre alta, já estamos num clima bem mais sossegado e até alegre em casa.Estamos, inclusive, saboreando a oportunidade rara de ficarmos bastante tempo juntos aqui no Japão. Ontem à tarde, enquanto o Vic estava na escola, Alex e eu até aproveitamos para assistir um documentário que gostamos muito.
Para não deixar alguém curioso (eu ficaria) o nome do documentário é: Oscar Niemeyer- a vida é um sopro. Senti que ele é uma vida bonita. Aliás, achei muito bonita a simplicidade e a leveza do arquiteto. Interessante ouví-lo falar sobre as obras públicas que criou, enquanto lembrava-se, ou lembrava-nos, que quis fazer algo bonito para os pobres também poderem admirar o belo. Pessoas assim, sempre me fascinam. Pessoas que se importam em fazer diferença na/para a socidade. Que se preocupam em melhorar a vida dos desfavorecidos. Como ele mesmo destaca, quem, hoje, no Brasil, pode usufruir do serviço de um arquiteto?
A gente vive numa correria tão miserável. E nesta correria por melhorar a nossa própria qualidade de vida, a nossa própria imagem, enfim, o nosso próprio umbigo, acabamos por não ver o tempo passar. Infelizmente, num piscar de olhos tudo simplesmente pode acabar. Espantoso, tudo pode acabar num segundo...


Elogio da sombra
Jorge Luis Borges
A velhice (tal é o nome que os outros lhe dão)
pode ser o tempo de nossa felicidade.
O animal morreu ou quase morreu.
Restam o homem e sua alma.
Vivo entre formas luminosas e vagas
que não são ainda a escuridão.
Buenos Aires,
que antes se espalhava em subúrbios
em direção à planície incessante,
voltou a ser La Recoleta, o Retiro,
as imprecisas ruas do Once
e as precárias casas velhas
que ainda chamamos o Sul.
Sempre em minha vida foram demasiadas as coisas;
Demócrito de Abdera arrancou os próprios olhos para pensar;
o tempo foi meu Demócrito.
Esta penumbra é lenta e não dói;
flui por um manso declive
e se parece à eternidade.
Meus amigos não têm rosto,
as mulheres são aquilo que foram há tantos anos,
as esquinas podem ser outras,
não há letras nas páginas dos livros.
Tudo isso deveria atemorizar-me,
mas é um deleite, um retorno.
Das gerações dos textos que há na terra
só terei lido uns poucos,
os que continuo lendo na memória,
lendo e transformando.
Do Sul, do Leste, do Oeste, do Norte
convergem os caminhos que me trouxeram
a meu secreto centro.
Esses caminhos foram ecos e passos,
mulheres, homens, agonias, ressurreições,
dias e noites,
entressonhos e sonhos,
cada ínfimo instante do ontem
e dos ontens do mundo,
a firme espada do dinamarquês e a lua do persa,
os atos dos mortos,
o compartilhado amor, as palavras,
Emerson e a neve e tantas coisas.
Agora posso esquecê-las. Chego a meu centro,
a minha álgebra e minha chave,
a meu espelho.
Breve saberei quem sou.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Jingoru Beru*!

Sexta feira fomos à escola do Vic para ver as apresentações de fim de ano das crianças. Os pequenos dançaram, tocaram e cantaram. As professoras do jardim de infância, por aqui, fazem um grande trabalho! (Desta vez o Vic tocou sino. Na festa anterior tinha sido pandeiro.)
Fico sempre impressionada ao ver aqueles pequenos, principalmente os menores (de três anos de idade) tão organizados e disciplinados. O que mais me surpreende é o fato das professoras conseguirem este resultado, quase inacreditável, sem gritarias ou qualquer outra tortura.Fico pensando como deve ser difícil o trabalho delas e faço uma projeção pela dificuldade que tenho em cuidar bem de apenas um em casa...Definitivamente, não é fácil ser educador.
Considero disciplina e organização ítens importantes de sobrevivência satisfatória neste mundo. Fico feliz que meu filho esteja aprendendo estas qualidades que eu não tenho. Sobretudo disciplina, um ponto muito fraco meu e forte do Alex.
Mas, desta vez, o que gostaria mesmo de contar é sobre o natal, ou a noção de natal que temos encontrado por aqui...E por isto volto a falar na festa de sexta feira, no jardim de infância...
Como a última sexta feira foi um dia (repetindo) de apresentações de fim de ano, as professoras usaram o natal como pano de fundo da festa. Tinha um pinheirinmho decorado, com luzes inclusive, no salão da escola. E eu ri muito com o esforço dos pequeninos dissonantes, praticamente berrando em coro: Jingoru Beru! Jingoru Beru! Uma graça...Inesquecível!
Foi um festival interessante...As mães que fazem parte da APM, também fizeram uma pequena apresentação para as crianças. Elas se vestiram de Minnie Mouse e dançaram a música do Mickey Mouse, graciosamente...As crianças ficaram encantadas...O Vic até me perguntou se eu também não gostaria de ir dançar "Mickey Mouse" lá com as outras mães...(Felizmente, esta não era uma opção, e expliquei isto para ele.)
A festa terminou com a surpreendente aparição de um Papai Noel no salão da escola. Foi bem engraçado. Um Papai Noel (nipônico!) era uma das últimas coisas que eu esperava encontrar nesta nossa longa viagem ao Japão. (Também não esperava ouvir jingles de natal, nem ver pinheirinhos ilumindos, enfim...)
O Papai Noel foi recebido com uma euforia (organizada) pelas crianças. Seus olhinhos brilhavam e eles apontavam para o Noel dizendo:
-Olha! O Santa Curos!!! Santa Curos!!!
Muito gostoso ver os olhares cintilantes das crianças diante de uma agradável surpresa. O Vic arregalou seus olhos grandes e abriu um bocão feliz! De longe olhou pra gente e sorriu grandão! Alex, um mês atrás, falou para ele que Papai Noel não existe. Explicou que são os pais das crianças que trabalham e compram presentes para elas. E o menino,depois de ouvir a frustrante verdade do seu pai, sempre que via um boneco do papai Noel, repetia a lição que aprendeu em casa...(As crianças pequenas são muito repetitivas.Parece uma forma que elas têm de assimilar o mundo...)
Bem, quando o papai Noel japonês entrou com o saco de presentes nas costas, o Vic desistiu da lição que o seu pai ensinou. (Na verdade, nós tinhamos certeza de que o Vic sabia que era apenas um homem fantasiado...)
O Santa Claus, ou Santa Curos, como diziam as nipo criancinhas ( e o meu filho!), chegou saudando a todos com seu inglês japonesado: Meru Kurismas! Fez pequenas perguntas em "inglês" para a garotada, enfatizando que Papai Noel Speak English, como o Mickey Mouse...
Depois entregou presentes aos aluninhos, um a um...Foi tudo bem divertido, leve e organizado.
Festa finda, já no carro, o Vic foi abriu os presentes. Ganhou um pedaço grande, delicioso (experimentei!) e lindo de bolo de chocolate, um livro, um jogo e um brinquedinho.
Conclusão do Victor:
-Viu, mamãe? O meu papai estava errado. O papai Noel existe mesmo! Mas ele fala um pouco errado, né? (Referindo-se ao inglês nipônico do artista...)
Ho Ho Ho...

* Jingoru Beru é a forma como, geralmente, os japoneses pronunciam: Jingle Bell.Quem quiser, pode conferir isto neste video abaixo: