segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Funny!

Gente, o Henderson me mostrou esse vídeo ontem. Eu achei SUPER engraçado. O Alex já pasou por essa fase e nosso filho também...Agora, que eu acabei de entrar no facebook, tem alguns colegas me convidando pra participar, mas... No thanks! :)



sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Boris, isso é uma vergonha!

Tristíssimo. Como nossos mais desfavorecidos sairão dessa condição, se os "ícones nacionais" transbordam desrespeito e crueldade?








quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Lá vem 2010

Já ouço fogos de artifício em Valinhos. Ainda é cedo, mas já ouço...Em algumas horas muitas pessoas estarão disfarçadas de pai/mãe de santo pelas ruas e casas. Haverá aquele momento teatral de trocas de frases feitas e blá, blá, blá. O de sempre. Pessoas se abraçando, bebendo, rezando, orando, pulando ondas, subindo montanhas, esperando, enfim. Com fé, sem fé. Vem que vem um novo ciclo (aos sobreviventes).

O que desejo a todos que amo? (Isso me inclui, obviamente) Hm...Acho que desejo força, energia pra continuar até o próximo fim. (Esse é o meu lado mais autêntico se expressando). Mas também desejo (como sempre e como todos), que a gente viva melhor, que a gente seja mais completo, mais alegre, que a gente ganhe na loto (mesmo sem jogar rs) e tudo de bom, claro! Por quê não?

Beijos a todos amigos e queridos. Que a gente aproveite bem nossas oportunidades de estarmos juntos.




sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Época de Natal


Entre tantas luzes e jingles de Natal

No meio dessa festividade forçada e sem sentido

Nessa época de recesso escolar e troca de presentes

Nesse tempo de congratulações e espíritos mais desejantes

Nesses dias de esperanças que se repetem sempre e morrem logo adiante

Eu fico assim...

Deprimo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ampliando o vocabulário


Meu filho tem 6 anos. Ele estuda numa escola muito boa e bem pequena. Em sua sala, por exemplo, tem 5 crianças. Acho isso ótimo, pois facilita muito a interação entre professor, demais funcionários e alunos. Desse jeito é possível manter um abiente mais familiar que comercial. E acredito que ambiente saudável é um dos ítens que as crianças pequenas mais precisam.
Vez por outra o Vic traz novas questões para casa. Questões de vida , de morte, de relacionamentos etc... Nessas e noutras ele tem ampliado o seu vocabulário. Abaixo divido um diálogo que a convivência escolar nos proporcionou no dia de hoje:

Vic- Ah, Mamãe! Hoje eu precisei me esconder de uma amiguinha...
Fr- É, filho? O que aconteceu?
Vic- A amiguinha tava querendo me beijar de todo jeito e eu não sabia mais o que fazer pra escapar, daí pedi ajuda pra irmã dela.
Fr- Hm...E o que a irmãzinha dela disse?
Vic- Falou que só se eu me escondesse mesmo...
Fr- Coitadinha, Vic!!! Ela só tem 4 aninhos! Acho que ela gostaria de ter um irmão mais velho...
Vic- Por acaso quando vc era pequenininha ficava pegando os meninos na escola?!
Fr- Não...Mas, a mamãe era tímida, né?
Vic- O que que é tímida?
Fr- Uma pessoa que tem vergonha...
Vic- Ah, então é isso! Eu sou tímido!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Dividindo e comparando fatos

Neste blog, você pode encontrar uma pequena série de posts de maio de 2008, nos quais retratei imagens do Japão, diferentes das que, comumente, encontramos no imaginário brasilero. Para vê-las, basta clicar nos títulos abaixo:

Aqui também tem

Idoso trabalhador

Miséria

Suicídio

Homicídio

Hoje recebi de um amigo o link: http://raulnachina.folha.blog.uol.com.br/arch2009-08-30_2009-09-05.html#2009_09-01_08_09_08-130436097-0

Ral Juste Lores, também traz para o lado de cá do mundo uma outra imagem e notícia (da pobreza) do Japão.

Sim, continuamos mal aqui no Brasil, mas o Japão já esteve melhor...






terça-feira, 9 de junho de 2009

Sobre viver num mundo de vencedores e perfeitinhos

O poema abaixo voltou para mim em hora apropriada... Compartilho desse sentimento absurdo (que, aliás, agora me faz pensar no"sentido do absurdo", segundo Camus) que o poeta nos traz à tona...


Poema em Linha Reta
Álvaro de Campos


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.