Neste blog, você pode encontrar uma pequena série de posts de maio de 2008, nos quais retratei imagens do Japão, diferentes das que, comumente, encontramos no imaginário brasilero. Para vê-las, basta clicar nos títulos abaixo:
Aqui também tem
Idoso trabalhador
Miséria
Suicídio
Homicídio
Hoje recebi de um amigo o link: http://raulnachina.folha.blog.uol.com.br/arch2009-08-30_2009-09-05.html#2009_09-01_08_09_08-130436097-0
Ral Juste Lores, também traz para o lado de cá do mundo uma outra imagem e notícia (da pobreza) do Japão.
Sim, continuamos mal aqui no Brasil, mas o Japão já esteve melhor...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Sobre viver num mundo de vencedores e perfeitinhos
O poema abaixo voltou para mim em hora apropriada... Compartilho desse sentimento absurdo (que, aliás, agora me faz pensar no"sentido do absurdo", segundo Camus) que o poeta nos traz à tona...Poema em Linha Reta
Álvaro de Campos
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
domingo, 12 de abril de 2009
Medo

Logo que chegamos ao Brasil, o Vic, apontando com o dedinho, perguntou-me:
-"Mamãe, por que é que aqui no Brasil tem muito desse aqui ó..."
-O nome disto é grade ou também portão. Aqui no Brasil as pessoas colocam grades nas casas porque elas tem medo de ladrão.
-"Nossa! Então aqui no Brasil existe bandido de verdade?!"
Poucos meses depois ele presenciou uma tentativa de assalto aqui em casa, como já mencionei num post anterior.
Mês passado ele soube que levaram o carro do "titio Fábio" lá em São Paulo.
Semana passada, ele soube que o carro do titio Fábio- que já havia sido encontrado- foi roubado ( outra vez!) em Valinhos.
Ontem à noite, um casal de amigos e seus dois filhos vieram nos ver. Enquanto o Alex abria o portão de casa para eles, uma dupla veio assaltá- los a mão armada. Isso aconteceu com a mesma naturalidade com que algumas pessoas, no mesmo instante, bebiam no barzinho da nossa esquina.
O pequeno Vic, desde aquele dia, quando soube o nome e a função das grades, verbaliza sua própria conclusão:
-"No Japão tem perigo de taifu* e de jishin**. No Brasil tem perigo de ladrão."
* tufão
** terremoto
OBS: Retirei a imagem acima da Internet via google :)
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Honestidade
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